SORRIsos
31/01/2011
No final de 2010, aceitei com carinho o pedido da Presidência da Sorri – Bauru, para fazer algumas fotos da Instituição, para ilustrar o Relatório de Atividades Anual. Após reuniões com a administração, decidimos que deveríamos fotografar os usuários da Sorri e sua equipe de atendentes, em estúdio, que improvisamos nas dependências da instituição, já que as fotos seriam feitas logo após os atendimentos dos usuários agendados naquela semana.
Crianças, jovens, adultos e idosos passaram pelo “estúdio”, improvisado, e o que me marcou profundamente foi a alegria e a delicadeza das relações entre os usuários, funcionários, colaboradores, e familiares. Em certos momentos tudo era muito festivo.
As fotos provocaram abraços, carinhos e gentilezas entre os fotografados.
Veja o relatório que teve a criação e produção da Cybele Garcia
http://www.sorribauru.com.br/Arquivos/RELATORIO%20ANUAL%202011.pdf
A SORRI tem como missão ser referência na promoção do desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, sensível às necessidades especiais das pessoas com deficiência
Garante o acesso da pessoa com deficiência ao espaço comum da vida na comunidade, independentemente do tipo de sua deficiência. Este paradigma tem como base o princípio da igualdade, no qual, pessoas diferentes convivem na diversidade.

Leonardo Shirazawa de Oliveira

Dayene Matheus dos Santos

Maria Clara Lopes Silva Santos

Pedro Henrique da Silva

Ariely de Andrade Alves

Alissa Rabelo da Silva Ribeiro
O Relato Afetivo
16/06/2010

Otávio e seu capacete azul
Aproximadamente 90% de toda a fotografia produzida no planeta têm como objetivo registrar momentos familiares, relações de amizades e de convivência.
Desde que a velha e conhecida Kodak nos anos 40, do século passado, popularizou a frase: ”Press de Button, we do the rest”, (aperte o botão e nos fazemos o resto) a humanidade se mobilizou para produzir fotos de suas relações afetivas. As câmaras fotográficas se automatizaram, os filmes coloridos foram produzidos para suportarem erros de exposições até dois f stops para cima ou para baixo. Em contra partida os processamentos de filmes negativos coloridos eram adaptados a esses “erros” bem intencionados, de tal forma que um filme em uma máquina com 36 frames trariam de volta as 36 ampliações 10×15 cm, com leves desvios de cores, porém aos olhos da grande maioria, isso não faria diferença alguma.
Com a passagem para o digital esta atitude não se alterou, fotografa se hoje, ainda mais com o mesmo objetivo de construção de um relato de afetividade.
Mudaram os suportes, e as maneiras de compartilhamento. O velho álbum de fotos em papel no formato de 10×15 cm deu lugar a suportes digitais e álbuns virtuais.
O relato afetivo tem características interessantes. São fotos feitas a 1.60m do chão, o sentido da foto é horizontal, não são passíveis de críticas ou seleção, os enquadramentos são os mesmos. No final, as fotos perdem a autoria, pois são muito parecidas.
Desconfio que se a humanidade sofresse um colapso, e um alienígena que entendesse um pouco de fotografia aparecesse por aqui, acharia que na terra só teria tido um fotógrafo, tamanha a semelhança das fotos, independentemente do suporte que elas se encontrassem.
O mais interessante do relato afetivo é a constância da felicidade dos momentos fotografados e a total ausência das pequenas tragédias familiares, as tristezas e os acidentes não fazem parte desse relato.
Ao fotografar o Otávio, meu filho caçula, correndo no parque da cidade, lembrei-me disso. Suas correrias foram registradas como momentos de felicidade, porém um pequeno acidente, apesar do capacete, teria me obrigado a desligar minha câmara.
O acidente e as lágrimas ficariam sem registro.
Um beijo na Batista
21/01/2010
Um beijo na Batista.
Batista de Carvalho é o nome de uma importante rua central em Bauru. SP.
Durante o desenvolvimento do Projeto ”A cara da Batista”, um grupo de fotógrafos de Bauru, Focopoint,
documentou as atividades daquela rua, aos sábados de manhã. Em abril de 2009, fotografei um casal que saía de uma loja.
Felizes eles comemoravam alguma coisa. Ele acabara de entregar um presente a ela e os dois se beijavam.
Fiz a foto. Um único shot. Não conversei com o casal e nem sabia se eles haviam notado minha presença.
A foto entrou na seleção para uma exposição itinerante e atualmente parte da seleção está exposta
na mini galeria Doceana, do Sílvio, um dos participantes do grupo de fotógrafos.
É lá também que o grupo de fotógrafos se reúne aos sábados de manhã.
Quase um ano depois, reunidos no sábado de manhã, as fotos ainda expostas, entram duas mulheres na Doceana.
Uma delas era a jovem do beijo perguntando quem havia feito a foto.
Suspense: – e todos olharam para mim – Fui eu, falei.
Adorei, disse ela sorrindo.
Aliviado perguntei seu nome, e se o homem da foto ainda estava na vida dela. Ela respondeu sorrindo, dizendo que sim.
Disse me que queria uma cópia.
Falei que faria e entregaria durante esta semana.
Aqui estou ligando para ela para dizer que cópia está pronta.
Fotógrafos vivem “tirando fotos” para que de alguma forma possam devolvê-las processadas, não por bytes e ou processos químicos, mas, pela emoção.
O l i c i o P e l o s i
14-3313 7304 | 14-8127 7692
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Bauru. Hard work in a dull day
07/12/2009
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Suburbian lights 5
12/11/2009
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