SORRIsos

31/01/2011

 

No final de 2010, aceitei com carinho o pedido da Presidência da Sorri – Bauru, para fazer algumas fotos da Instituição, para ilustrar o Relatório de Atividades Anual. Após reuniões com a administração, decidimos que deveríamos fotografar os usuários da Sorri e sua equipe de atendentes, em estúdio, que improvisamos nas dependências da instituição, já que as fotos seriam feitas logo após os atendimentos dos usuários agendados naquela semana.

Crianças, jovens, adultos e idosos passaram pelo “estúdio”, improvisado, e o que me marcou profundamente foi a alegria e a delicadeza das relações entre os usuários, funcionários, colaboradores, e familiares. Em certos momentos tudo era muito festivo.

As fotos provocaram abraços, carinhos e gentilezas entre os fotografados.

Veja o relatório que teve a criação e produção da Cybele Garcia

http://www.sorribauru.com.br/Arquivos/RELATORIO%20ANUAL%202011.pdf

A SORRI tem como missão ser referência na promoção do desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, sensível às necessidades especiais das pessoas com deficiência

Garante o acesso da pessoa com deficiência ao espaço comum da vida na comunidade, independentemente do tipo de sua deficiência. Este paradigma tem como base o princípio da igualdade, no qual, pessoas diferentes convivem na diversidade.

www.sorri.com.br

Leonardo Shirazawa de Oliveira

Dayene Matheus dos Santos

Maria Clara Lopes Silva Santos

Pedro Henrique da Silva

Ariely de Andrade Alves

 

Alissa Rabelo da Silva Ribeiro

Underground

27/10/2010

Toda vez que vou à São Paulo, seja a trabalho, estudos, como foi  desta vez, ou a passeios; a cidade me encanta. Acho que devo isto aos meus olhos de fotógrafo. Sempre vejo nela possibilidades de fotografias. Não gosto de vê-la como turista e nem como morador acostumado às suas mazelas.

Cheguei de ônibus na Barra Funda e de metrô fui e voltei até a estação Paraíso, para chegar ao Itaú Cultural, na Av. Paulista, onde acontecia o 2º Forum L.A.de Fotografia.

No trajeto, tanto na ida como na volta, fui fotografando. Sei que fotografar dentro das instalações do Metrô deve ser proibido. Não sei o que tenha provocado a proibição, em nenhum momento fui solicitado a não fazê-lo. Mas, continua sendo um tema encantador.

Happy Hour

25/10/2010

 

Depois de um dia de domingo todo dedicado a atender um cliente na cidade de Barra Bonita – SP, decidimos que, antes de voltarmos para casa poderíamos relaxar em um dos quiosques nas margens do Rio Tietê, o rio de nosso interior.

Horário de verão, o dia mais longo, o sol se pondo, assunto mais que convencional para fotos. Porém, quando chegamos ao local anoitecia, e a luz que restava vinha do oeste, através de pesadas nuvens.

Depois de tantas horas com os olhos no visor da câmara, o corpo estava cansado e os olhos ainda querendo compor, arranjar e aproveitar o que restava da luz.

Nem bem havia acabado de me acomodar em uma das cadeiras, e já me vi com a câmara nas mãos novamente,  e num raio de 15 metros fiz estas fotos as 19h30

Iso 400 a 800, modo de exposição e foco manuais.

Rock and Roll

01/10/2010

Não sou especialista em fotografias de shows e espetáculos, mas, quando o cliente solicita, eu me arrisco. Na verdade não me acho especialista em absolutamente nada.

Fotografar profissionalmente distante dos grandes centros o transforma em um fotógrafo generalista. É isso que aconteceu comigo. Para encarar as dificuldades de cada trabalho tenho estudado e aprendido continuamente. Nunca um fotógrafo é totalmente auto-suficiente. Aprendi isso ao longo destes anos.

Estas fotos são de um evento promovido pela Cultura Inglesa de Bauru, o Cult Music.

E que contou com a presença de 10 bandas de rock e o consagrado Andreas Kisser.

O local, como a maioria das casas noturnas tem seu interior pintado de preto. Para o fotógrafo é um desafio, Não há rebatimento, e o teto é alto. Se correr o bicho pega se ficar o bicho come.

Até usar o flash com uma velocidade baixa para captar as luzes da iluminação do palco seria uma alternativa, mas o excesso de movimentos de uma banda de rock impede este recurso.

 

Guardei a Nikon, suas lentes pesadas e o flash,  empunhei a Olympus EP2, pequena e leve, dei prioridade para velocidade, iso 800, lente estendida em 100mm e prestando atenção nas alterações da iluminação do palco, e nas mudanças da projeção no fundo, fui fazendo os enquadramentos e disparando.

 

Depoisde um certo tempo eu já conseguia prever os movimento  e as alterações das luzes do palco e tudo ficou mais fácil.

Valeu a pena, fotografar e ouvir o Andreas Kisser, do cultuado Sepultura, e a rapaziada das demais bandas.

Gosto muito de fotografar arquitetura. Admiro as criações e soluções dos projetos. O TRT, Tribunal Regional do Trabalho, na Barra Funda em São Paulo é um projeto que vi, fotografei e gostei.

Sempre com uma lente grande angular, um tripé, e fotografando em RAW, no modo manual para obter resultados onde controlo a luminosidade da foto e a profundidade de campo, recurso importante em fotos de arquitetura.

Não foi necessário nenhum recurso extra de iluminação

O hall de entrada é grandioso, e tem o pé direito exatamente da altura de seus 20 andares. A luz é magnífica, filtrada por uma parede transparente e texturizada, e que projeta seus desenhos no chão.

O movimento intenso de advogados clientes e funcionários dá vida e enche de som o ambiente.

Atenção: Foi necessário autorização da administração para que pudéssemos fotografar.

Este trabalho foi solicitado pela agência Original Design, de São Paulo

Diretor de ciação e arte: Roberto de Andrade

A Thermic é uma indústria localizada em Pederneiras, SP. Sua área de atuação é no atendimento de usinas de álcool e açucar, recuperando e produzindo peças gigantescas.

A escala de seus produtos surpreendem

Fotos internas de grandes indústrias são desafiadoras, porém interessantes se soubermos aproveitar as fontes de luzes que acontecem subitamente.

Fotografo sempres no modo manual, inclusive o foco. Sempre tenho um tripé ou monopé para exposições mais longas.

Trabalho solicitado pela Agência Lettera de Comunicação/Bauru

Direção de Arte: Rafael Cavaca.

A foto de culinária é sempre um desafio saboroso.

Fiz esta foto nas dependências do restaurante. Montei um pequeno estúdio no salão de serviços durante um dia sem atendimento, para produzirmos 15 pratos diferentes.

Antes de começar fui para a cozinha e orientei a chef sobre os procedimentos para cada foto. Falei sobre os cortes dos legumes e da carne. Falei também da melhor maneira de cozinhar os legumes e a mellhor forma de grelhar a carne.

Selecionei os legumes e acompanhei seu cozimento até o ponto ideal, selecionei os pedaços de picanha e fiz o mesmo. Ao mesmo tempo a grelha ou chapa onde é servido o tepanhaki ficou no fogo aguardando os ingredientes. A iluminação já estava preparada e os poucos adereços nos devidos lugares.

Uma das funçoes da fotografia de culinária é representar o que consumimos, com os olhos cheios de encantamento.

Arqueografia II

06/07/2010

Capa da revista Guia Astral, nº 9 de Janeiro de 1987. Ed. Alto Astral

Esta não foi a primeira capa que fizemos para a revista “Guia Astral”, e nem a última, porém é uma das que mais gosto. No todo, fizemos as primeiras 9 capas, de novembro de 1986 à julho de 1987.

Em agosto do mesmo ano a apresentadora Xuxa ilustrou a capa da revista nº 16, a partir daí as fotos sempre estiveram e estão até hoje contemplando personalidades da mídia nacional.

A revista Guia Astral começava sua trajetória de sucesso, criada e produzida em Bauru. Hoje é a revista mensal com maior vendagem no Brasil.

Esta edição, de nº 9, de janeiro de 1987, como as anteriores, teve somente a capa com quatro cores, todo o miolo com apenas uma cor.

As solicitações para produção das fotos para capas vinham diretamente do criador e proprietário da editora, João Carlos de Almeida, hoje, conhecido em todo território brasileiro como João Bidu.

Não tínhamos um briefing para a produção, mas tínhamos a confiança que o João, criador e diretor da revista nos depositava.

Analisando as capas hoje, distanciadas pelo tempo e pelos momentos históricos daquela época, ela nos parece uma ousadia e uma liberdade poética que ousávamos praticar.

Érika Assumpção, 13 anos, foi a modelo.  Maira Leão fez a produção. Edinho fez cabelo e maquiagem e tivemos a assistência de Celso Melani.

Um ano antes, uma foto na capa da National Geographic se tornaria um ícone e uma referência para todos os jovens fotógrafos, inclusive nós.

Steve McCurry ficou conhecido mundialmente pela famosa imagem da menina afegã, Sharbat Gula, na capa da revista de junho de 1985.

O Relato Afetivo

16/06/2010

Otávio e seu capacete azul

Aproximadamente 90% de toda a fotografia produzida no planeta têm como objetivo registrar momentos familiares, relações de amizades e de convivência.

Desde que a velha e conhecida Kodak nos anos 40, do século passado, popularizou a frase: ”Press de Button, we do the rest”, (aperte o botão e nos fazemos o resto) a humanidade se mobilizou para produzir fotos de suas relações afetivas. As câmaras fotográficas se automatizaram, os filmes coloridos foram produzidos para suportarem erros de exposições até dois f stops para cima ou para baixo. Em contra partida os processamentos de filmes negativos coloridos eram adaptados a esses “erros” bem intencionados, de tal forma que um filme em uma máquina com 36 frames trariam de volta as 36 ampliações 10×15 cm, com leves desvios de cores, porém aos olhos da grande maioria, isso não faria diferença alguma.

Com a passagem para o digital esta atitude não se alterou, fotografa se hoje, ainda mais com o mesmo objetivo de construção de um relato de afetividade.

Mudaram os suportes, e as maneiras de compartilhamento. O velho álbum de fotos em papel no formato de 10×15 cm deu lugar a suportes digitais e álbuns virtuais.

O relato afetivo tem características interessantes. São fotos feitas a 1.60m do chão, o sentido da foto é horizontal, não são passíveis de críticas ou seleção, os enquadramentos são os mesmos. No final, as fotos perdem a autoria, pois são muito parecidas.

Desconfio que se a humanidade sofresse um colapso, e um alienígena que entendesse um pouco de fotografia aparecesse por aqui, acharia que na terra só teria tido um fotógrafo, tamanha a semelhança das fotos, independentemente do suporte que elas se encontrassem.

O mais interessante do relato afetivo é a constância da felicidade dos momentos fotografados e a total ausência das pequenas tragédias familiares, as tristezas e os acidentes não fazem parte desse relato.

Ao fotografar o Otávio, meu filho caçula, correndo no parque da cidade, lembrei-me disso. Suas correrias foram registradas como momentos de felicidade, porém um pequeno acidente, apesar do capacete, teria me obrigado a desligar minha câmara.

O acidente e as lágrimas ficariam sem registro.

Oração

11/06/2010

Toda cidade de um país latino americano tem uma praça central e nela uma igreja católica.

Bauru não foge à regra.

A Catedral do Divino Espírito Santo na Praça Rui Barbosa ainda abriga fiéis diariamente. Sua arquitetura é simples e não nos remete a estilos inovadores ou tão pouco ao barroco ou gótico. A nave central é ampla, e o mobiliário está desgastado. Porém, seu interior ainda preserva uma aura mística num ambiente de quietude e reflexão.

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